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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Agressão gratuita

PMs envolvidos em agressão a estudante são afastados

Já passava das 20h quando Nicolas Menezes Barreto atendeu, por telefone, a reportagem deCartaCapital. Mais de oito horas depois de ter sido agredido por Policial Militar em um espaço estudantil na Universidade de São Paulo, Menezes ainda se dizia desnorteado com episódio, gravado com uma câmera digital. “Desculpa se estou sendo exaltado. É que ainda não me caiu a ficha”, afirmou.
Estudante de Ciências da Natureza na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Menezes foi abordado com tapas por um policial militar que participava de operação para fechar a antiga sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Um vídeo que circula na internet registrou a cena, inclusive o momento em que o PM aponta a arma para o estudante.
Tenso, Menezes contou que ainda não sabia se faria algum exame para comprovar o espancamento, o que poderia resultar num processo judicial.“Ainda nem tomei banho. Estou vendo como vou fazer perícia, porque o vídeo já traz todas as provas”, diz. O estudante relatou que tem arranhões e cortes na mão.Horas depois da agressão, ele ainda tentava entender o que aconteceu. Segundo ele, a cena foi apenas mais um episódio de um histórico de “opressão” promovido pela Polícia Militar na Universidade. “Eu sou o bode expiatório dessa vez, mas tem um histórico de agressões da USP nos últimos anos”, disse ele.
Para ele, a tensão entre estudantes e policiais está ligada às atuais reivindicações do Movimento Estudantil da USP. Os alunos pedem a saída do atual reitor João Grandino Rodas, a suspensão de convênio com a Polícia Militar, uma comissão estatuinte para rediscutir o código que rege a instituição, além da não punição dos 73 alunos presos em 2011 e retirada de processos administrativos contra estudantes. Em outras entrevista, Menezes afirma que, no momento da agressão, ele dizia aos policiais que os estudantes estavam ocupando o espaço, cuidado por eles.
Uma das irritações de Menezes foi ter lido, na internet, uma menção ao episódio em que era citado como “suposto estudante”.
Segundo ele, o racismo na atuação policial estava implícito. “Eu era o único cara mais escuro, que passava das 18 horas, vamos dizer assim. Todo mundo estava conversando com ele, mas fui eu quem estava agredido. Isso [o racismo] estava implícito”, diz. Uma aluna que presenciou a cena poucas horas antes também disse considerar a ação “uma atitude clara de racismo”.
Em outra entrevista, concedida ao blog Outro Brasil, Menezes disse que o policial estava “virado no capeta” e que entende que o policial tem de pagar as contas. Ele disse também que é professor da rede municipal de ensino e músico. Em seu perfil no Facebook, ele indica a página de sua banda Brs na rede MySpace.
Amigos apontam que Menezes é um dos 73 presos na desocupação da reitoria em novembro de 2011.
Outro lado
Leia abaixo a nota oficial da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo sobre o episódio:

O coronel Wellington Venezian, comandante do CPA/M-5 (Comando de Policiamento Metropolitano – 5), responsável pela zona oeste da capital, afastou das ruas o sargento André Luiz Ferreira e o soldado Rafael Ribeiro Fazolin, envolvidos em uma discussão que terminou com a agressão a um estudante no campus da USP (Universidade de São Paulo).
O vídeo mostrando a agressão foi publicado na internet no início da tarde de hoje (9). O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, ordenou o afastamento dos policiais das ruas assim que assistiu ao vídeo, ainda durante a tarde.
Venezian afirmou que o procedimento “não é o correto da PM”. Os policiais envolvidos já foram ouvidos em sindicância, que será concluída em até 60 dias. Até lá, os dois PMs não voltarão às ruas. O objetivo é também apurar a conduta dos policiais no momento em que não estavam sendo gravados.
O sargento André Luiz Ferreira atua na USP desde o início do convênio da Polícia Militar com a Universidade, oficializado em setembro do ano passado. Em seu histórico nunca constou nenhuma irregularidade.
O efetivo da PM não será alterado no campus da USP – outros dois policiais assumirão os postos dos PMs afastados.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: A Carta Capital

Defesa Civil interdita dez casas vizinhas aos imóveis que desabaram em Juiz de Fora

No começo da manhã, dois prédios e uma casa foram destruídos por um deslizamento de terra 
Moradores escaparam ilesos, pois ouviram estalos que indicavam o perigo iminente e deixaram os imóveis (Olavo Prazeres/Tribuna de Minas)
Moradores escaparam ilesos, pois ouviram estalos que indicavam o perigo iminente e deixaram os imóveis

O deslizamento de terra que levou ao desabamento de dois prédios e uma casa na manhã desta segunda-feira em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, obrigou a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) da cidade a interditar dez imóveis localizados na mesma encosta. 

De acordo com a assessoria do órgão, a interdição é preventivamente. Os dez imóveis não apresentam risco de desabar, mas outro deslizamento de terra no local poderia provocar danos e vítimas. Além disso, duas casas localizadas na frente do barranco que deslizou ficaram com o acesso interditado provisioriamente por causa dos destroços que se espalharam pela rua.

Os dois prédios e a casa, localizados no Bairro Jardim de lá, Região Sul da cidade, ficaram completamente destruídos. Segundo a Comdec, um dos imóveis estava desocupado e os demais eram ocupados por seis famílias que buscaram abrigo em casas de parentes e amigos. As outras dez famílias que precisaram deixar suas casas também se abrigaram em casas de familiares. 

Ainda segundo a Comdec, entre a 0h e as 17h desta segunda-feira foram registradas 81 ocorrências por causa da forte chuva que atingiu a Juiz de Fora durante a madrugada. Deste total, 32 foram de deslizamentos de terra e 13 de ameaças de deslizamento. Não há registro de feridos.

Mortes

O temporal que atingiu a Zona da Mata nesta madrugada deixou três pessoas mortas em Além Paraíba. Uma pessoa continua desaparecida. As vítimas são uma mulher de 32 anos e o filho de 3 cuja casa foi arrastada pela enxurrada e um homem soterrado em um deslizamento. A cidade ficou isolada, já que as estradas que dão acesso a ela ficaram bloqueadas por alagamentos e quedas de barreira.

Desde o início do período chuvoso, em outubro do ano passado, a chuva já provocou a morte de 15 pessoas em Minas Gerais. Dados não oficiais indicam que o número de óbitos é maior, chegando a pelo menos 17.


Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Portal UAI

Em Goiânia, mãe tenta trocar criança por crack


Mulher venderia bebê de dois meses por R$ 20, valor da porção da droga
Uma mulher de 38 anos foi presa pela Policia Militar (PM) por tentar, supostamente, trocar a filha "Alana", com menos de dois meses de idade, por uma porção de pedras de crack avaliada em R$ 20. A prisão ocorreu na noite de domingo (8) em uma boca de fumo do bairro Parque Amazônia, em Goiânia.
De acordo com a PM, e no momento da prisão, a mulher se escondeu sob uma laje, com o bebê nos braços. Ela foi encaminhada para a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), onde foi levada e liberada após registro de boletim de ocorrência.
 - Eu não tentei negociar, e nem trocar, a minha filha por drogas.
Ela confirmou estar, no momento da prisão, longe da sua casa, e bêbada. Alega ter sido "chantageada" em um bar, onde pediu R$ 1,50 para a passagem de ônibus, e alguém sugeriu a troca. O caso foi repassado, nesta segunda-feira (9), para investigação da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente).
A tendência da Polícia Civil e do Conselho Tutelar é requerer na Justiça de Goiás a guarda do bebê da suspeita. Com menos de dois meses de vida, e "arrastada" pelas ruas, a menina sequer foi registrada em cartório. Maria de Lourdes da Silva, a avó materna da usuária de crack, disse que vai batizar a menina com outro nome. Ela recebeu a criança das mãos da conselheira tutelar Karine Rodrigues Santos Almeida.
O problema é que além de "Alana", como a criança sem registro é chamada pela família, Maria de Lourdes cuida de outras três, todas filhas da suspeita. E desconhece os pais biológicos, cuja guarda vem sendo decidida pela Justiça em favor da avó. Sem emprego, sem dinheiro, sem profissão, a mulher corre as ruas em busca de drogas e  bebidas após ter tido "uma paixão não correspondida", há 17 anos, segundo Maria de Lourdes.
O histórico, de acordo com outros parentes, reforçam o temor de que as quatro meninas reunidas precisam de lar e afetividade. A conselheira tutelar Karine, mesmo não vendo provas concretas da troca da criança por drogas, aposta que a mulher  vai mesmo perder guarda de "Alana".
 - Não há testemunhas da tal negociação. Mesmo assim, as chances de ficar com a criança são ínfimas.
 O Conselho entende que a polícia deverá enquadrar a mãe de "Alana" por promessa de entrega de filho a terceiro por meio de pagamento, ou maus-tratos. Situações como esta, onde pais usuários de drogas colocam a vida da criança em situação de risco, estão em alta nas estatísticas.
Em 2011, avaliou o conselheiro tutelar João Batista Martins, cerca de 4.000 casos como esse passaram pelo Conselho Tutelar, entre outras ocorrências de espancamento e estupro.
Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Portal R7

Chega a 116 o número de cidades em situação de emergência em MG


governador valadares (Foto: DANIEL ANTUNES/HOJE EM DIA/AE)Governador Valadares é uma das cidades que
tiveram a situação de emergência decretada
(Foto: Daniel Antunes/Hoje em Dia/AE)
Doze cidades tiveram a situação de emergência decretada nesta segunda.Mais de 2,2 milhões de pessoas foram afetados pelas chuvas no estado.


A Defesa Civil de Minas Gerais informou nesta segunda-feira (9) que subiu para 116 o número de cidades em situação de emergência por causa das chuvas no estado. Doze novos municípios foram incluidos na lista: Barroso, Cachoeira da Prata,Coração de Jesus, Eugenópolis, Galiléia, Governador Valadares, Piranga, Presidente Bernardes, Resplendor, Santana de Pirapama, Santos Dumont, São Francisco. O boletim divulgado nesta segunda-feira confirmou que 15 pessoas morreram no estado desde o começo do período de chuvas, em outubro.
A Defesa Civil informou que três pessoas estão desaparecidas, uma em Santo Antônio do Rio Abaixo, outra em União de Minas e uma em Além Paraíba. No total, 167 municípios foram atingidos pelas tempestades durante o período, afetando mais de 2,2 milhões de pessoas. Destas, 12.875 pessoas estão desalojadas e outras 1.240 estão desabrigadas. Trinta e seis pessoas ficaram feridas. Até esta segunda-feira (9), 131 casas e 112 pontes foram destruídas.
Segundo a Defesa Civil,  três mortes foram registradas na manhã desta segunda-feira (9) em Além Paraíba, na Zona da Mata. Os corpos de um homem, uma mulher e de um garoto foram encontrados nesta manhã.


Vídeo sobre a matéria:




Fonte texto: Portal G1.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Associação quer brecar expansão de artistas de rua em SP


artistarua
É começo da tarde na praça da Sé. A banda de forró Luar do Sertão Pancadão do Piauí se prepara para tocar mais uma vez o clássico "Asa Branca", de Luiz Gonzaga. Zabumba, pandeiro, sanfona. Microfones, amplificador e caixa de som.
"Eu até gostava da música, mas imagina o que é ouvir 'Asa Branca' 45 vezes no mesmo dia?", diz o advogado Airton Domingues, que é diretor da Ação Local Praça da Sé.
Ele trabalha no sexto andar de um prédio da praça e diz que sofre com o eco das caixas de som usadas por alguns artistas de rua. "Não dá para trabalhar."
O problema, diz, é que já aumentou o número de artistas de rua -ou dos munidos de caixas de som altíssimas- desde que Gilberto Kassab (PSD) aprovou, em julho, o decreto que disciplina as apresentações.
Mas o temor de moradores e comerciantes é que vire bagunça quando um projeto de lei em tramitação for aprovado: da forma como está escrito, permite que mais pessoas sejam consideradas artistas e autoriza até a venda de "peças artesanais".
"Daqui a pouco qualquer um diz que é artista e vai para a rua, e vira um camelódromo disfarçado", diz Artur Monteiro, da Ação Local Ladeira da Memória, ligada à Associação Viva o Centro.
A associação, que tem cinco mil membros, criou um grupo de trabalho em dezembro para discutir o assunto e diz que procura a prefeitura e a Câmara ativamente.
Ao mesmo tempo, articuladores do movimento dos artistas de rua criaram um fórum na internet para melhorar o texto do PL -incluindo regras como limite para ruído, ocupação e para que os artistas não fiquem sempre no mesmo lugar.
"O texto foi feito às pressas, estamos trabalhando para melhorá-lo", diz Celso Reeks, um dos articuladores, que defende a venda dos CDs autorais pelos artistas, hoje proibida, para que consigam levantar mais dinheiro.
Quatro em uma quadra
Na semana passada, a Folha convidou Celso e Airton para circular pelo centro, onde a concentração de artistas (e de público) é maior.
Descendo pela rua 15 de Novembro, vê-se a dupla de repentistas Peneira e Sonhador fazendo rimas para uma roda imensa de pessoas. Alguns passos adiante, um mágico transforma um pedaço de jornal em nota de R$ 50.
A dupla de cantores gospel Os Levitas da Última Hora também canta com caixa de som (desde que o decreto foi aprovado) e vende CDs quando não há fiscais perto.
Também é comum encontrar por ali o pintor de grão-de-arroz, o de azulejos, o que faz arte em arames e o que se apresenta com argolas.
Embora o debate na internet e fora dela esteja quente, a posição de Celso e Airton é a mesma: querem apenas coibir os abusos, sem impedir o trabalho dos artistas.

Fonte texto: Portal UJS

Fórum Social Temático 2012 ocorre de 24 a 29 de janeiro em Porto Alegre


fsm_2012A assessoria de comunicação do Fórum Social Temático 2012, que será realizado em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro, divulgou alguns números e informações sobre atividades confirmadas para o evento. Já há mais de 400 atividades autogestionárias inscritas e estão confirmadas a presença de 300 convidados nacionais e internacionais, entre intelectuais, líderes de movimentos sociais, ativistas das causas ambientais, trabalhistas, indígenas e de direitos humanos.

Estão confirmados, por exemplo, nomes como Boaventura de Sousa Santos, Ignacio Ramonet, José Graziano e João Pedro Stédile, entre outros. No dia 25 de janeiro, o Fórum Social Temático 2012 abrigará uma mesa de cúpula reunindo os presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Paralelamente a essas atividades, ocorrerão vários outros eventos, entre eles o Fórum Mundial de Educação e Fórum Mundial da Saúde e Seguridade Social. Os quatro municípios que recebem o encontro terão eventos culturais, feiras de economia solidária e praças de alimentação.

Em Porto Alegre, o Acampamento Intercontinental da Juventude instalará suas barracas mais uma vez, no Parque Harmonia. Na programação cultural, estão confirmados shows de Gilberto Gil, Manu Chao, Fito Paez, Leci Brandão, Martnália, entre outros. Além desses shows, estão programadas mostras de cinema, espetáculos de teatro de rua e apresentações circenses.

O tema central de debates do FST 2012 será a crise capitalista e os caminhos para a justiça social e ambiental. Além disso, o Fórum pretende ser um espaço para a formulação de propostas para a Cúpula dos Povos, que ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro, paralelamente à reunião de cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
CTB mobilizada para o Fórum
A CTB promoverá duas mesas sobre a integração latino-americana, em parceria com o Encontro Nossa América (ESNA) e o Instituto de Estudos Estratégicos da América do Sul – INTERSUL, com o apoio do Centro de Estudos Sociais -CES. Ambas acontecem no dia 27 (sexta-feira), no Auditório da SRTE - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (Antiga DRT-RS), na avenida Mauá, nº 1013, 10º andar.
A primeira, “A Integração Latino–americana: Razões Macro Econômicas e Políticas e Sociais”, será realizada na parte da manhã e visa debater e buscar alternativas da classe trabalhadora para enfrentar a crise e começa às 8h30. Já no período da tarde a CTB realiza a mesa “Integração Latino-americana: Alternativa concreta para a classe trabalhadora diante da crise capitalista”. Os locais ainda não foram definidos, a partir das 14h.
Fonte texto: Portal CTB

Consulta da Anatel sobre nova lei de TV por assinatura recebe contribuições até 2 de fevereiro


A consulta pública nº 65, com a proposta de regulamentação do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), recebe contribuições até o dia 2 de fevereiro. O texto está disponível no portal da Anatel na internet para apreciação e manifestação da sociedade desde o último dia 20.
De acordo com a Lei 12.485/2011, o SeAC sucederá os atuais serviços de TV por Assinatura, cabendo à Agência regulamentá-lo no âmbito de suas competências. Além da consulta pública, será realizada uma audiência pública sobre o assunto, em Brasília, em data a ser definida.
Atualmente, há regras distintas para serviços semelhantes devido a diferentes tecnologias utilizadas para a distribuição da programação. A proposta da Anatel é estabelecer um regulamento mais abrangente, independentemente do meio utilizado para levar a programação ao assinante, em conformidade com a nova legislação.
“O objetivo da proposta é unificar e simplificar a regulamentação, de forma a permitir a ampliação dos serviços de TV por assinatura, incentivar a competição e, consequentemente, estimular a redução de preços, trazendo benefícios à população”, disse o presidente da Anatel, conselheiro João Rezende.
A Lei 12.485 abrange o Serviço de TV a Cabo (TVC), o Serviço de Distribuição de Canais Multiponto Multicanal (MMDS), o Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura Via Satélite (DTH) e o Serviço Especial de Televisão por Assinatura (TVA).
De acordo com a lei, a partir da aprovação do regulamento do Serviço de Acesso Condicionado, as atuais prestadoras de TVC, MMDS, DTH e TVA poderão solicitar à Anatel a adaptação das respectivas outorgas para termos de autorização para prestação do SeAC.
A lei estabelece ainda que as prestadoras que tiverem suas outorgas adaptadas para prestação do Serviço de Acesso Condicionado deverão assegurar a continuidade da prestação dos serviços aos seus assinantes, com preços similares ou inferiores aos por elas praticados, na mesma área de prestação dos serviços.

Fonte texto: Portal Barão de Itararé.

Mas que império é este?



Tio Sam em apuros. Tem de se haver com seus próprios banquieros. Imagem: iStockphoto
O império romano do Ocidente durou quase cinco séculos, sem contar o tempo que a República de Roma mandou no Mediterrâneo a partir das guerras púnicas. O Império Britânico não deixou por muito menos. Houve também influências culturais de porte imperial. A inteligência grega ao longo de vários séculos definiu as linhas mestras do pensamento humano. A Renascença italiana expandiu-se de Dante a Galileu por mais de 300 anos. Paris foi a capital cultural do planeta desde o Iluminismo até a Segunda Guerra Mundial. Nas últimas sete décadas falou-se no império americano, e mais ainda após o colapso do antagonista soviético. Mas, como no sonho bíblico, o gigante tem os pés de argila.
Quando ruiu o Muro de Berlim, houve quem comparasse Washington à antiga Roma, embora os presidentes americanos não se chamassem Augusto, Adriano, Tito, Marco Aurélio. Alguns estiveram mais para Nero. Quem se arriscou à comparação precipitou-se. Exagerou. A decadência ianque está à vista de todos e a sua razão mais evidente é a crise econômica provocada pelo ciclone neoliberal, com seu epicentro nos próprios bancos americanos.
O acompanhamento do formidável guisado fica à altura da monumentalidade do prato. Entram na receita os ímpetos desastrados da família Bush, a -mediocridade de Clinton, a impotência de Obama. Na sobremesa o Tea Party, o reacionarismo crescente, o empobrecimento progressivo de áreas outrora bem frequentadas, como a mídia. Só falta mesmo um presidente mórmon republicano, e outra comparação ocorrerá, com Rômulo Augústolo, derrubado pela invasão bárbara, de fora para dentro, desta vez de dentro para dentro.
Algumas ilhas de excelência resistem. Hospitais, institutos de pesquisa, universidades, cineastas e escritores de qualidade. Não bastam para abrandar o impacto de uma visão ampla e profunda, valem até, em certos casos, para acentuar a -gravidade da situação ao evidenciarem desmandos, mazelas, parvoíces. Quanto a bancos e banqueiros, é deles o papel de vilões. Um estudo sobre a rede global do poder financeiro, realizado pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia, publicado pela New Scientist, confirma. Soletra que menos de 150 multinacionais ditam as regras do chamado mercado e estrangulam a concorrência. Goldman Sachs, Barclays Bank e JP -Morgan figuram entre as 20 corporações mais importantes e decisivas.
Escreve Livia Ermini, do La Repubblica: “Não se trata da costumeira tese conspiratória (…) neste caso, nos defrontamos com uma análise que nada concede à especulação, a esquemas ideológicos, mas se baseia exclusivamente em dados estatísticos (…) o estudo reconstitui redes de relações e de participação que formam nós de poder nos mercados globais sem nascerem por isso de acordos selados debaixo dos panos”.
Os autores do estudo esclarecem que essas relações entre grandes empresas “em uma primeira fase de crescimento econômico podem ser vantajosas para a estabilidade do sistema”. A música muda abruptamente em tempos de crise: em toda concentração de poder, o colapso de uma empresa passa a ameaçar repercussões trágicas para toda a economia planetária.
Quais seriam as implicações no momento? É o que perguntam aos seus credenciados botões os responsáveis pelo trabalho. Impassíveis, os interlocutores solicitados respondem: ao se relacionarem entre si, as instituições financeiras visam a diversificar o risco. Expõem-se, contudo, à chance do contágio. “Nesta situação caracterizada por fortes relações de propriedade – é a assustadora conclusão – o risco da contaminação em cadeia fica atrás da esquina.”
Pois aí está: não é preciso espremer as meninges para entender que também esta crise a nos envolver a todos começa à sombra de um império tão frágil a ponto de se parecer com o aprendiz de mágico. O qual conhecia o abracadabra capaz de multiplicar as vassouras, mas não aquele que haveria de detê-las. Acabou varrido por elas. •
P.S.: Recomendo a leitura da coluna de Marcos Coimbra, à página 35, preciosa análise da patetice da mídia nativa, aplicada febrilmente na apresentação de um Brasil de pura ficção.
Fonte texto: A Carta Capital

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nova mentira contra Fidel fracassa no Twitter, diz site cubano


fidelcastro
A mídia oficial cubana criticou o site de microblog Twitter e os cubanos exilados por espalharem, mais uma vez, rumores na internet de que ex-presidente da ilha, Fidel Castro, teria morrido.
"O livro dos recordes Guinness incluiu há alguns dias o nome de Fidel Castro como a pessoa que mais vezes foi alvo de tentativas de assassinato, mas também poderia ter incluído os inimigos da Revolução Cubana como os mais frustrados assassinos da história. E, aparentemente, a frustração no mundo real tem levado alguns a tentar matá-lo no mundo virtual, com a esperança de conseguirem aquilo que mais de meio século de tentativas criminosas não pode alcançar", começa o texto publicado pelo site CubaDebate.
O website afirma que os rumores surgiram na segunda-feira (2) e, de imediato, foram crescendo, alimentados pela "necrofilia contrarrevolucionária", com o apoio de algumas mídias.
O texto recorda que, no último mês de agosto, os mesmos boatos foram espalhados nas redes sociais e, claro, desmentidos. Segundo CubaDebate, a nova farsa foi espalhada, entre outros, "por um robô com um nome primário (@Naroh, um usuário com esse nome existe no Twitter e não necessariamente tem que estar ciente do que aconteceu com as derivações da sua conta) e diferentes secundários".
Ainda de acordo com o site, todas as mensagens tinha conteúdo idêntido e mesmo horário de saída e origem. "Um elemento interessante é que todas essas contas foram registradas na versão italiana do Twitter (http://it.twitter.com/ ) e depois desta ação foram desativadas", expõe o texto.
O veículo diz que a utilização destes robôs para espalhar spam viola pelo menos dois dos termos e condições de uso do Twitter. O primeiro estabelece que um usuário não pode criar várias contas para fins prejudiciais ou abusivos, sob pena de suspensão de todas as contas. A segunda afirma que o usuário não poderá usar os serviços do Twitter para fins de envio de spam.
CubaDebate avalia que e o Twitter intensificou os boatos sobre a morte de Fidel, por permitir que a hastag #FidelCastro se tornasse um dos assuntos mais comentados, chegando ao quarto lugar entre os trending topics. A colocação teria pavimentado o caminho para que jornais sensacionalistas fizessem eco às especulações.
"Uma comparação com a tag solidária #DireitosdeCuba, que em 9 e 10 de dezembro registrou uma grande atividade - e apesar disso não foi reconhecida como trending topic e terminou sendo censurada pelo Twitter - revela que o impacto dessa tag foi quatro vezes maior que o uso que os necrófilos fizeram da hashtag #FidelCastro, incluindo também as pessoas que a usaram para desmentir a manipulação", diz o texto.

Vídeo sobre a matéria:


Fonte texto: Vermelho com CubaDebate/Portal UJS

Jamil visita Cracolândia e vê pouco resultado da Operação Militar

O vereador Jamil Murad (PCdoB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, percorreu as ruas do centro de São Paulo, conversou com uma equipe de guardas-civis e visitou a Tenda Mauá, conveniada da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) que recebe crianças e adolescentes da região.


Cracolândia
Ao acompanhar de perto, andar pelos arredores, conversar com comerciantes e funcionários da prefeitura o vereador constata que o fim da Cracolândia precisa de um planejamento mais apurado com a participação da Prefeitura, governo estadual, Ministério da Saúde e Poder Judiciário.

Ação isolada
Após os diálogos, o vereador comunista observou que no local há apenas uma ação de segurança, sem outras áreas importantes para o encaminhamento dos usuários de crack para centros de tratamento e acompanhamento social.

Um dos guardas-civis confirmou a verificação de Jamil. “Na prática essa ação só provoca dispersão dos usuários de crack”, disse o guarda que pediu para não ser identificado.
Outro funcionário da Secretaria de Assistência Social confirmou que a ação não foi planejada conjuntamente com a Prefeitura. “Ontem não sabíamos o que fazer aqui”, relatou outro funcionário que prefere não ser identificado.

“Com indignação constatei que a Prefeitura, através da Secretaria de Saúde e da SMADS e também o Poder Judiciário foram excluídos do plano de ação”, afirmou Murad.
Para Jamil é urgente e indispensável que se faça uma ação integrada dos três níveis de governo, unindo segurança, saúde, assistência social, judiciário e sociedade civil.

Pouco resultado
Mesmo com todo o aparato policial, ao lado de uma base móvel da Polícia Militar havia um grande grupo de pessoas usando crack, além de diversas pessoas utilizando a droga em outros pontos.

Essa imagem demonstra a ineficiência da ação militar, por limpar uma determinada área e espalhar os dependentes químicos por outras ruas e regiões da cidade.

“Só podemos vencer com união, solidariedade e compromisso mais profundo com o futuro da sociedade, pensando e agindo a médio e longo prazo. Sem desespero e pirotecnia visando resultados instantâneos e imediatos”, concluiu o presidente da Comissão de Direitos Humanos.

A Comissão de Direitos Humanos encaminhará um requerimento solicitando informações sobre o plano de ação da Operação Militar.



Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Assessoria de Jamil Murad/PCdoB

Igualdade de gênero e raça, erradicação da pobreza e geração de emprego


Um Programa de Fortalecimento Institucional da OIT


A promoção da igualdade de oportunidades e a eliminação de todas as formas de discriminação são alguns dos elementos fundamentais da Declaração dos Direitos e Princípios Fundamentais do Trabalho e da Agenda do Trabalho Decente da OIT.
Uma condição para que o crescimento econômico dos países se traduza em menos pobreza e maior bem-estar e justiça social é melhorar a situação relativa das mulheres, negros e outros grupos discriminados da sociedade e aumentar sua possibilidade e acesso a empregos capazes de garantir uma vida digna para si próprios e suas famílias. A pobreza está diretamente relacionada aos níveis e padrões de emprego, assim como às desigualdades e à discriminação existentes na sociedade. Além disso, as diferentes formas de discriminação estão fortemente associadas aos fenômenos de exclusão social que dão origem à pobreza e são responsáveis pelos diversos tipos de vulnerabilidade e pela criação de barreiras adicionais para que as pessoas e grupos discriminados superem a situação de pobreza.
Gênero e raça/cor são fatores muito importantes para determinar as diferentes possibilidades dos indivíduos de terem acesso a um emprego e nas suas condições de trabalho: remunerações, benefícios e possibilidades de proteção social. Desse modo, gênero e raça condicionam a forma através da qual os indivíduos e as famílias vivenciam a situação de pobreza e conseguem ou não superá-la.
A erradicação da pobreza vem sendo considerada uma das maiores prioridades para a construção de sociedades mais justas, assim como vem aumentando o reconhecimento de que as causas e condições de pobreza são diferentes para homens e mulheres, negros e brancos. Por isso, estão sendo realizados esforços para que as necessidades das mulheres e negros sejam consideradas de forma explícita e efetiva nas estratégias de redução da pobreza e nas políticas de geração de emprego e renda.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal OIT

Do sertão araguaiano para Dilma Rousseff


EUA e seu auto-retrato
Dilma sendo interrogada na ditadura militar.
Reassisti ontem Inside Job. De fato, um filme impressionante documentando a maior crise capitalista dos últimos 80 anos. Um rastro de falências, de desemprego e pobreza, cujas raízes têm nome e sobrenome bem definidos. Sem dúvida, o melhor filme do ano.
Eu o reassisti como parte de uma tetralogia fílmica de 2011: Inside Job, Os donos do poder (Ops, desculpem a falha: Tudo pelo poder – corrigido a tempo), Margin Call e A grande virada. São filmes que retratam dois aspectos da vida atual nos EUA, o poder e o dinheiro. O mais importante é que procuram tratar dos dilemas morais envolvidos nas opções dos agentes do poder e das finanças. Margin Call é o que vai mais longe nisso, com precisão e sem concessões.
É sempre importante entender como se retratam os norte-americanos, seus dilemas e as justificativas morais para agir (ou aceitar que ajam) na produção de uma crise econômica tremenda. O utilitarismo pragmático norte-americano transformou em ideologismo hegemônico para a sociedade os interesses de uma reduzida camada social, os financistas e seus agentes (naturalmente em simbiose com os homens do poder).
A indústria do cinema é a mais destacada que os EUA tem para isso, nos marcos do pensamento crítico que produzem. Já comentei antes que, na literatura, me impressionou Jonathan Franzen em seu último livro, Liberdade, nos mesmos termos.
O mundo reviveu falsa e trágica belle époque dos anos ‘920 nas décadas de hegemonia neoliberal desenfreada, a partir dos anos ‘980. Os EUA estiveram no epicentro dessa onda, arrastando num tsunami a tudo e todos. Os quatro filmes citados, de algum modo, ajudam a entender a razão, a gênese, os beneficiários e derrotados do processo, as consequências todas para povos e nações. Nunca ficou tão claro onde mora o perigo, ainda prevalecente no mundo.
Não há como superar tal estado de coisas sem confrontar essa ideologia com poderosa luta de ideias, pensamento crítico, capaz de desvendar os interesses reais de camadas sociais, povos e nações inteiras.  Os filmes ajudam nisso.
Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Blog do Sorrentino.