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quinta-feira, 4 de junho de 2015

DIRETOR DA GLOBO EXPLICITA CUMPLICIDADE COM A CBF

O discurso do diretor da Globo Marcelo Campos Pinto na festa de encerramento do campeonato paulista de 2015 derruba, sozinho, a pretensão da emissora de vender uma isenção diante do Fifagate.
É uma elegia à picaretagem, sem qualquer meio tom, orgulhosa de sua sabujice. Foi proferido no início de maio, alguns dias antes de Marin ser preso na Suíça a mando do FBI.

Marcelo é o cabeça da Globo Esporte. No palco, foi introduzido por Tiago Leifert. Reinaldo Carneiro Bastos, sucessor de Marco Polo Del Nero como presidente da FPF, mereceu lágrimas e voz embargada.

A promiscuidade entre a Globo e a CBF fica explicitada ali, na bajulação de um homem que depende, como dizia Tenessee Williams, da bondade de estranhos.
O discurso do diretor da Globo Marcelo Campos Pinto na festa de encerramento do campeonato paulista de 2015 derruba, sozinho, a pretensão da emissora de vender uma isenção diante do Fifagate.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Copa e o racismo, por Sérgio São Bernardo

A Copa e o racismo, por Sérgio São Bernardo
Em tempos de aprovação do Estatuto da Igualdade Racial no Estado da Bahia deve-se ficar atento sobre como os dispositivos aprovados servirão como anteparo aos direitos da população negra.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Como FHC tentou – e não conseguiu – trazer a Copa para o Brasil em 2006

Como FHC tentou – e não conseguiu – trazer a Copa para o Brasil em 2006
Se houve um momento em que deveriam ter sido feitos protestos contra a realização de uma Copa do Mundo no Brasil foi em 1999, ano em que o governo do país consumou um dos maiores – se não o maior – estelionato eleitoral de sua história. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Queda de Teixeira repercute mundo afora


A notícia da renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF correu o mundo. Em poucas horas, autoridades e formadores de opinião correram para a internet no intuito de comentar a novidade.
Foi a brecha para que muitos dos desafetos colecionados por Teixeira irem à forra. Um deles, o agora deputado federal Romário (PSB-RJ), não conteve a empolgação nem as palavras: “Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, João [sic] Maria Marin, o que furtou a medalha do jogador do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também.”
Ricardo Teixeira, sem moral com governo e autoridades, em evento de julho. Foto: Wilton Junior/AE
A relação entre eles estava estremecida desde que o cartola afirmou que o grande atleta de sua geração à frente da CBF havia sido o atacante Ronaldo.
O jornalista da BBC Andrew Jennings, que investigou a Fifa no livro Jogo Sujo, disse no Twitter: “Havelange em dezembro, Teixeira hoje, Blatter em breve. Foi um grande trabalho e agradeço a minhas fontes anônimas.”
Juca Kfouri, jornalista que mais recebeu processos movidos pelo dirigente, postou em seu blog que “o Sargento Garcia prendeu o Zorro”. Ele disse também que o país tem o que comemorar e que a decisão vai permitir “se pensar em uma Copa do Mundo mais transparente, numa óbvia vitória do governo Dilma Rousseff.”
“Sobre o futebol é preciso repetir que o problema é estrutural e que quem entra na CBF não muda nada, é troca de seis por meia dúzia, e ainda mais velha”, completou, em seu blog no UOL. 
O anuncio também repercutiu no exterior. O site da BBC News destaca a queda do “chefe” do futebol brasileiro sob a alegação de problemas de saúde e também pela pressão por suspeitas de corrupção.
Em 2001, aponta a rede britânica, que Teixeira foi investigado pelo Congresso brasileiro por suspeita de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, mas nunca foi condenado pelas acusações.
O diário espanhol El País define o ex-dirigente como o “o homem forte” do futebol brasileiro que deixou seu cargo “arrastado por uma série de derrotas e fortes acusações de corrupção.”
Para o jornal, Teixeira se converteu no personagem mais visível do futebol brasileiro em 1989, tendo vencido duas Copas do Mundo (1994 e 2002), cinco Copa das Confederações e cinco Copa América.
A saída, diz, era esperada a qualquer momento porque sua “situação havia ficado muito difícil”, além da tensão entre o governo de Dilma Rousseff e a Fifa.
O esportivo espanhol Marca destacou que o Teixeira enfrentava críticas por sua gestão e denuncias de corrupção na organização do mundial de 2014. Por isso, estaria há meses em uma situação difícil.
O argentino Olé traz uma matéria com o título “Adeus Teixeira”, a apontar que o dirigente renunciou pressionado por corrupção. “A FIFA, como nunca, preocupada pelo próximo mundial”, escreveu o jornal.
O Clarín, também da Argentina, ressalta as acusações de corrupção e os supostos subornos no final dos anos 1990 envolvendo a Fifa, além da suspeita de superfaturamento na partida amistosa entre Brasil e Portugal em 2008, como os principais motivos pela queda.
O diário britânico The Guardian destacou apenas a renúncia por problemas de saúde.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: A Carta Capital