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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim
Ele sofreu um infarto fulminante aos 77 anos em sua casa, no Rio de Janeiro
Morreu na madrugada desta quarta-feira o jornalista Paulo Henrique Amorim, aos 77 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada pela TV Record, onde ele trabalhava desde 2003 mas estava afastado desde o junho. Amorim deixa mulher e filha. O jornalista teve passagem pelas principais emissoras do país, como Globo, Bandeirantes, Cultura e Record, onde apresentava até recentemente o programa Domingo Espetacular.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Assassinato de jornalista reacende debate sobre liberdade de expressão em Moçambique
Na manhã de sexta-feira, 28 de Agosto, circulava no Facebook e Whatsapp a imagem de um homem cravado de balas, estatelado num dos passeios da avenida que carrega o nome do nacionalista angolano, Agostinho Neto, em Maputo, capital de Moçambique.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Mídia engole 89 milhões/t de soja
A falácia desse jornalismo é vender como ciência uma economia da qual faz gato e sapato. A ponto de elidir 89 milhões/t de soja para sustentar seu alarmismo.
O Brasil é líder mundial em exportação de soja, mas na safra de 2012/2013, o maior exportador tornou-se também o principal produtor do planeta, desbancando os EUA.
O custo social e ambiental desses feitos da monocultura nunca é contabilizado no panegírico do agronegócio.
Mas o fato é que, sozinha, a soja responde por 45% de toda a safra brasileira de grãos, estimada em 195 milhões de toneladas este ano.
Enquanto os EUA, com problemas climáticos, devem colher aproximadamente 86 milhões/t , a sojicultura brasileira despejará 89 milhões/t no mercado em 2013. Na verdade, já despejou.
A colheita no país transcorre no primeiro semestre; seu auge é no segundo trimestre. Essa inundação concentrada de grãos fez o PIB agrícola retroceder 3,5% napassagem entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano.
Não existe crise no agronegócio; o país é o terceiro maior produtor de alimentos do planeta.
O que existe é uma espécie de crise de abstinência de soja nas estatísticas de um período do ano, gerando um efeito meramente sazonal na contabilidade do PIB.
Tanto assim que o setor agrícola deve crescer 6,5% este ano impulsionado justamente pelo fôlego da sojicultora, que contabiliza uma expansão de 10% em relação à colheita anterior.
O impacto de uma safra tão expressiva e concentrada, porém, a depender da base de comparação –como é o caso da transição trimestral escolhida pelo IBGE-- influencia a contabilidade geral do próprio país.
Foi assim que o sucesso da soja patrocinou, em boa parte, o desastre do PIB entre o segundo e o terceiro trimestres do ano, pregando-lhe uma queda de 0,5%
Soa como um paradoxo?
É um paradoxo, estatístico (tanto que, comparado ao mesmo trimestre de 2012, o PIB do país mostra um crescimento de 2,2%)
O conjunto alerta para os riscos de se tomar dados isolados, com recortes temporais enviesados, como se fora uma descrição literal da realidade.
A cautela recomendaria orientar o noticiário isento dos dados do IBGE, alertando o leitor para essas nuances.
Futuro do pretérito: recomendaria.
Ocorre que o tempo de verbo da emissão conservadora concentra-se , há meses, em propagar a iminente derrocada de um país aos cacos, submetido ao corrosivo intervencionismo econômico petista.
‘Se não for hoje, de amanhã não passa’, replica o colunismo a cada decepção com uma economia que insiste em não ouvir as advertências ortodoxas.
Nesta 3ª feira, com a divulgação do recuo do PIB, a realidade, finalmente, parece ter se rendido aos argumentos de quem entende do riscado.
As manchetes fizeram a festa.
Candidatos a candidatos do dinheiro grosso em 2014 empenharam-se em demonstrar o quanto podem ser desfrutáveis, armados de um sonoro recuo do PIB.
Ou Aécio Neves não advertira, um dia antes, em entrevista ao El País: ‘O Brasil viverá dias difíceis nos próximos anos; precisará de um governo forte’.
Pois bem, os dias difíceis chegaram.
É o que faíscam as manchetes com o PIB trimestral em uma mão e a receita da purga redentora de arrocho e choque de juros, na outra.
Agora só falta o governo ‘forte’, sugere a emissão conservadora.
É verdade que se a indústria brasileira exibisse maiorvitalidade, o ruído da soja seria minimizado.
O peso do setor fabril é muito superior ao da agricultura no cálculo do PIB, mas ele cresceu apenas 0,1% na passagem entre os dois trimestres mencionados.
O mesmo se pode dizer em relação a área de serviços (variação trimestral de apenas mais 0,1% também). Ademais, o investimento caiu no período (menos 2,2%, embora sinalize um crescimento acumulado no ano da ordem de 6,5%, o que não é desprezível).
Por certo, o desenvolvimento brasileiro vive uma transição de ciclo, com problemas para calibrar seus novos motores de arranque em um mundo de horizonte econômico pantanoso e estreito.
Em parte, esse desempenho seria até elogiável, ao menos naquilo que reflete a resistência de uma engrenagem econômica que, desde 2007, teima em avançar a contrapelo da lógica que desencadeou a crise e a sustenta.
De lá para cá, o Brasil criou 10 milhões de novos empregos.
Para efeito de comparação, a União Europeia fechou 30 milhões de vagas no mesmo período.
E condenou outros tantos milhões de jovens ao limbo, negando-lhes a oportunidade de uma primeira inserção no mercado de trabalho.
A Espanha, por exemplo, fez e faz, desde 2007, aquilo que o conservadorismo apregoa como panacéia para os males do Brasil hoje.
Com que efeito prático?
Resposta de uma entidade da confiança dos mercados:
‘A Espanha levará 20 anos para recuperar os 3 milhões de empregos perdidos durante a crise global iniciada em 2008. A economia espanhola só conseguirá alcançar a taxa de desemprego de 6,8% - média na zona do euro, à exceção dos países do sul do continente-- a partir de 2033’ (PricewaterhouseCoopers (PwC); estudo divulgado pela consultoria nesta terça-feira, 3/12).
O espetáculo do desemprego em massa, no entanto, parece dizer pouco ao jornalismo que exorta o Brasil a mergulhar de cabeça no purgatório da gripe espanhola, em troca da redenção fiscal e de centros de metas de inflação.
Se é capaz disso, por que não minimizaria a existência de 89 milhões de toneladas de soja no interior da aritmética que produziu o recuo do PIB?
A maior falácia desse jornalismo talvez seja vender como ciência exata uma economia da qual faz gato e sapato.
O alarmismo interessado das manchetes cumpre uma função estratégica. Ele confina a agenda econômica no campo do arrocho. Interdita o debate sobre os verdadeiros desafios do país e desqualifica as alternativas progressistas ao passo seguinte do desenvolvimento.
Fonte: A Carta Capital
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
ZERO HORA LEVA O OSCAR DA EMPULHAÇÃO
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O pobre diabo do leitor que abriu a edição do último domingo, 17, do tabloide Zero Hora, deparou-se, logo à página 2, com um texto laudatício, repleto de confetes panegíricos atirados sobre a própria cabeça, assinado pela “Diretora de Redação” da gazetinha, Marta Gleich. No opúsculo, a autora exultava pela conquista do Prêmio Esso de Jornalismo deste ano, obtido pela publicação da reportagem “Os Arquivos Secretos do Coronel do DOI-Codi”. Para a Sra. Gleich, o galardão é “o Pulitzer brasileiro, o Oscar, o Grammy para quem trabalha com reportagens”. Em seu regozijo, porém, ela tascou: “Nunca um veículo do Rio Grande do Sul havia recebido essa distinção”. Tão real quanto um certo caderninho escolar encontrado em um latão de lixo no estacionamento do Incra – aquele que revelou as “estratégias do MST”-, a frase revela a completa desconexão do jornalixo da RBS com a realidade da vida.
O pobre diabo do leitor que abriu a edição do último domingo, 17, do tabloide Zero Hora, deparou-se, logo à página 2, com um texto laudatício, repleto de confetes panegíricos atirados sobre a própria cabeça, assinado pela “Diretora de Redação” da gazetinha, Marta Gleich. No opúsculo, a autora exultava pela conquista do Prêmio Esso de Jornalismo deste ano, obtido pela publicação da reportagem “Os Arquivos Secretos do Coronel do DOI-Codi”. Para a Sra. Gleich, o galardão é “o Pulitzer brasileiro, o Oscar, o Grammy para quem trabalha com reportagens”. Em seu regozijo, porém, ela tascou: “Nunca um veículo do Rio Grande do Sul havia recebido essa distinção”. Tão real quanto um certo caderninho escolar encontrado em um latão de lixo no estacionamento do Incra – aquele que revelou as “estratégias do MST”-, a frase revela a completa desconexão do jornalixo da RBS com a realidade da vida.
Pois, em 2004, um “insignificante” jornalzinho de bairro de Porto Alegre, o “JÁ”, faturou o cobiçado Prêmio Esso, com a reportagem "A tragédia de Felipe Klein", de Renan Antunes de Oliveira (para quem não sabe, o JÁ é dirigido por Elmar Bones, um dos criadores do finado e saudoso Coojornal). Naquela ocasião, por sinal, a reação dos luminares das corporações mafiomidiáticas à escolha de Renan não foi das mais cordiais.
Uma vez restabelecida a verdade, este Cloaca Newsaproveita o ensejo para cumprimentar os bravos profissionais do tabloide da RBS, particularmente o repórter Humberto Trezzi, pertinaz fuçador de dejetos e contumaz plagiador.
Para ler o espetacular texto de Renan Antunes, publicado no JÁ, clique aqui.
Fonte: Blog Cloaca News
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Fora do eixo: obstáculos brasileiros ao aparecimento do novo
O Brasil sempre enfrentou enormes barreiras para aceitar mudanças de paradigmas. Há uma intolerância exacerbada que quase sempre desagua na fulanização e nos julgamentos pessoais.
É o que está ocorrendo com a discussão que se instaurou sobre a Casa Fora do Eixo e a Mídia Ninja -- as duas experiências coletivistas, objetos de um programa Roda Viva, que já comentei aqui.
Nos portais de jornais e nas redes sociais explodiu um amplo processo de desconstrução, brandido à esquerda e à direita, deixando para segundo plano o essencial: a análise e a celebração das novas práticas, dos novos modos de produção abrindo um horizonte até então inimaginável, graças ao conceito de rede social.
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É interessante analisar a quebra de paradigma trazida por essas experiências e a razão de terem despertado a ira tanto da esquerda quanto da direita.
A reação da direita deveu-se ao caráter coletivista de ambas as experiências. Nos dois casos, são comunidades trabalhando de forma articulada, em cima de modelos de atuação claros - porém impensáveis para quem só entende o trabalho a partir do modelo de chefia-subordinados-tarefas com horário e funções determinadas.
Para dinossauros da direita, todo trabalho coletivo é socialista e contra os meios de produção e de mercado. Vem daí sua resistência.
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A resistência da esquerda é em direção contrária. O grupo é coletivista, sim, mas trabalha de acordo com leis de mercado.
As Casas Fora do Eixo são comunidades espalhadas por todo o país coordenando shows, turnês de grupos, abrindo espaço para artistas de diversas regiões e da periferia.
Conquistaram espaço com sua estrutura de shows, com as formas de divulgação e com a organização, que lhes permite participar de editais públicos.
São vistos por parte da esquerda e dos artistas como exploradores.
De fato, não há nada de mais mercado do que desenvolver uma marca, um modo de produção, uma estrutura de distribuição e de captação de recursos e se beneficiar desses ativos.
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Esse é o dado importante, não a análise do caráter, oportunismo, esperteza e outros aspectos pessoais dos seus líderes.
Se as Casas Fora do Eixo representam um novo modo de produzir cultura, a Midia Ninja explora um novo modo de fazer jornalismo, coletivo, tecnicamente imperfeito mas muito mais dinâmico do que o telejornalismo convencional.
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É praticamente impossível que ambas as formas de produção se tornem hegemônicas - e reside aí outro vício da crítica. "Jamais poderão substituir as formas tradicionais", e bordões do gênero.
Mas é claro que não. São propostas alternativas válidas e que fazem o contraponto, assim como fazem blogs e portais alternativos.
Essa é a raiz da democracia e do mercado: a criação de novos ambientes que permitem o florescimento de práticas alternativas, algumas das quais poderão ganhar dimensão maior, outras desaparecendo na poeira.
Hoje em dia, no ambiente da Internet e da produção audiovisual vicejam essas formas novas de produção, de parcerias, de sistemas horizontais de produção.
O futuro já chegou no dia-a-dia dos TICs (Tecnologia da Informação e da Comunicação) e nas experiências mais radicais dos rapazes do Fora de Eixo.
Fonte: Blog do Luis Nassif
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