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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Bolsonaro tira R$ 104 por ano de 67 milhões de trabalhadores com novo salário mínimo

Valor do piso previsto no Orçamento para 2019 era de R$ 1.006,00, mas o presidente decretou R$ 998,00Um dos primeiros atos da gestão Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (1º), reduziu em R$ 104,00 a renda anual de 67 milhões de brasileiros, que sobrevivem com um salário mínimo por mês. Destes, 23 milhões são aposentados e 44 milhões estão em atividade.

O decreto presidencial número 9.661 estabelece em R$ 998,00 o valor do salário mínimo, a partir do dia 1º de janeiro. Ou seja, R$ 8,00 a menos que os R$ 1.006,00 previstos no Orçamento para 2019, autorizados pelo Congresso Nacional e divulgados pelo próprio governo.
Um dos primeiros atos da gestão Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (1º), reduziu em R$ 104,00 a renda anual de 67 milhões de brasileiros, que sobrevivem com um salário mínimo por mês.

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Globo prega arrocho dos salários


Em pleno Carnaval, nesta terça-feira (4), o jornal O Globo publicou um editorial que mereceria a dura repulsa do sindicalismo brasileiro. Sem meias palavras, o diário patronal prega abertamente a volta política de arrocho praticada durante o triste reinado de FHC. Com o título

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Discurso do secretário-geral da FSM George Mavrikos, no plenário da 102ª Convenção da Organização Internacional do Trabalho

As condições de vida e trabalho do povo trabalhador hoje são mais difíceis do que durante a última conferência da OIT.
Altíssimas taxas de desemprego, redução de salários e pensões, privatizações em todos os setores economia, as políticas criminosas dos empresários causam a falta de segurança nos locais de trabalho, a violência estatal e a agressividade imperialista são predominantes.
É significativo que enquanto a riqueza produzida aumenta e os mercados estão cheios de produtos de todo tipo, bem como os lucros das multinacionais e da maioria dos empregadores seguem sendo extremamente altos, os direitos dos trabalhadores são eliminados. Essas são as características da profunda crise do sistema capitalista.
Ao mesmo tempo, isso mostra que o capital está aproveitando a crise para aumentar seus lucros à custa das massas populares.
A situação da classe trabalhadora em todos os continentes está piorando.
Em Bangladesh as políticas criminosas das multinacionais e os empresários locais seguem matando trabalhadores. Na Turquia, a violência estatal e o ataque contra os trabalhadores estão aumentando; na Costa Rica, as greves no setor público estão proibidas; no Panamá, os trabalhadores do Canal não podem entrar em greve; o Chile é um exemplo de muitos países que ainda estão violando os convênios fundamentais ratificados há 14 anos.
No Cazaquistão, nos países do Golfo e na Guatemala quase não existe a liberdade de associação. Na Colômbia, os metalúrgicos e mineiros são atacados constantemente. Os trabalhadores da multinacional Glencore estavam em greve durante 98 dias e a multinacional os trata como delinquentes. A Michelin fecha fábricas em Cali e Chusacá. Mas, sem ter em conta tudo isso, a OIT exclui a Colômbia da lista. No Paraguai, dirigentes camponeses são perseguidos, assim como nossos companheiros dirigentes do MOAPA. A classe trabalhadora europeia está sendo empurrada para a pobreza pelas políticas aplicada pela União Europeia e os governos a favor dos empresários. Os trabalhadores e o povo da África vivem em condições extremamente ruins, enquanto seus recursos naturais são roubados diariamente pelas multinacionais.
O direito de oito horas de trabalho estável e seguro, o direito de negociação coletiva setorial e nacional, o direito de greve, o direito à seguridade social e de pensões, o direito à educação pública e à saúde se encontram no epicentro do ataque lançado pelo FMI, Banco Mundial, União Europeia e pelos governos que os apoiam.
A Federação Sindical Mundial, que representa atualmente 86 milhões de membros em 128 países não deixará de defender esses direitos. Seguiremos organizando atividades internacionais e jornadas de ação, seguiremos denunciando essas políticas em nível mundial e continuaremos nos organizando para impedi-los, junto de nossos filiados e amigos na linha de frente pelos direitos do povo trabalhador.
Lamentavelmente, o papel da OIT e de seus escritórios regionais não está ajudando nessa direção. Ao contrário: em vários continentes, como na América Central e no Oriente Médio, seguem uma política de discriminação aos trabalhadores. Estão favorecendo outras partes. Geram dificuldades e obstáculos para muitos sindicalistas. Isso tem que parar. A função dos escritórios regionais e da OIT é tratar a todos os trabalhadores e seus representantes da mesma forma. Estamos pedindo que se detenham as discriminações contra os amigos e filiados da FSM. Pedimos a representação proporcional.
A Federação Sindical Mundial continuará a chamar o movimento sindical internacional na luta conjunta contra a exploração e a barbárie capitalista. Pelo segundo ano, em 3 de outubro de 2013 chamaremos todas as organizações sindicais a marchar militantemente com manifestações, greves e outras atividades por direito à alimentação, água potável, remédios, livros, moradia e outras necessidades atuais do povo.
Ao mesmo tempo, fazemos um chamado a todos os sindicatos combativos e com espírito internacionalista e solidário a estar ao lado do povo palestino em sua luta pela pátria independente. Para defender o direito do povo da Líbia, do Iraque, Síria, Mali, Venezuela, Honduras e Paraguai de defender por si mesmo seu presente e futuro, sem a OTAN ou os imperialistas. Também exigimos que se detenha o bloqueio dos Estados Unidos e seus aliados contra o povo cubano.
Ao fazer uso da palavra aqui na OIT, expresso mais uma vez o respeito e a apreciação da FSM em relação à classe operária da Grécia, que, com sua luta classista resiste e mostra sua desobediência no combate às políticas bárbaras e antipopulares.
Condenamos o governo da Grécia, que demitiu inesperadamente e em uma só noite 2.260 trabalhadores da TV e Rádio públicas do país, e com uma decisão ditatorial fechou a ambas. Os trabalhadores e os dois milhões de desempregados na Grécia devem saber que não estão sozinhos. Estamos a seu lado.
Fonte texto: Portal FSM

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Gilson participa de plenária pela reestruturação salarial de servidores federais


Gilson Reis se reuniu na manhã dessa quarta-feira (26/06) com analistas tributários da Receita Federal em Belo Horizonte. A plenária foi para debater pontos da campanha pela reestruturação salarial da categoria. De acordo com o SindiReceita, os analistas tributários ficaram em situação muito inferior às demais carreiras do estado. O Sindicato optou por não suspender as atividades enquanto houver possibilidade de negociação.

Gilson Reis fez uma explanação sobre a questão econômica mundial e a diferença da última crise para essa que está atingindo vários países. Para Gilson o mundo pode está vivendo uma nova história, na qual o estado está atacando sua própria estrutura para se salvar. Ele apontou que na outra crise o estado é que estava ajudando as instituições, mas que agora, poderá ter que recorrer a sua própria estrutura, como por exemplo, esvaziar as carreiras.

Ele afirmou que o Brasil está mais estável em relação a Europa, e já vinha prevendo a crise, por isso resolveu fazer ajustes fiscais em cima dos servidores públicos federais, “fez um colchão de proteção com base no servidor público. Não há política de recomposição salarial e as aposentadorias cada vez mais vão minguando”, afirmou.

Para ele é necessário uma reestruturação da carreira e não somente uma recomposição salarial. Gilson falou que o governo trabalha com a perspectiva linear, e não há mais negociação. Porém para ele, isso não pode acontecer, pois as carreiras têm suas especificidades e deve ser tratada individualmente.

“Não há como ter avanços na luta salarial se não tiver organização e luta”, salientou.
Vídeo sobre a matéria:

Fonte texto: Blog do Gilson Reis