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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mídia oculta a maior greve dos bancários

Nesta terça-feira (20), os bancários completaram 15 dias de paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhares do Ramo Financeiro (Contraf), esta já é a maior greve da história da categoria em termos de abrangência. Balanço parcial indica que 13.071 agências estão fechadas – o que representa 56% do total de estabelecimentos em todo o país. Apesar desta prova de unidade e combatividade, a mídia rentista – que lucra fortunas com os anúncios publicitários dos bancos – evita dar maior destaque à mobilização. O registro é meramente formal, sem manchetes ou matérias mais aprofundadas. Alguns “calunistas”, como Carlos Alberto Sardenberg, da TV Globo, até preferem afirmar que “a greve é política”.
Nesta terça-feira (20), os bancários completaram 15 dias de paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhares do Ramo Financeiro (Contraf), esta já é a maior greve da história da categoria em termos de abrangência. Balanço parcial indica que 13.071 agências estão fechadas – o que representa 56% do total de estabelecimentos em todo o país.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Bradesco paga palestras de juízes

Os bancos são conhecidos por burlar as leis trabalhistas no país. Apesar dos lucros astronômicos, eles demitem sem justa causa, abusam do assédio moral, pagam míseros salários e adotam várias técnicas de precarização do trabalho.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Bancos privados encerram greve, mas Caixa e BNB mantêm mobilização

Terminou na última sexta-feira (11) a greve dos bancários das instituições privadas. Em assembleias realizadas por todo o país, os trabalhadores e trabalhadoras decidiram aceitar a contraproposta apresentada da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), após muita pressão e mobilização da categoria.  
Assembleia Votacao Greve Foto Manoel Porto
A aprovação das propostas pôs fim a uma longa greve, que teve início no dia 19 de setembro e durou 23 dias, chegando a paralisar 12.140 agências, configurando-se na maior greve dos últimos 20 anos.
A proposta dos bancos eleva para 8,0% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste sobre os salários e demais verbas, para 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Também aumenta de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR e avança em outras reivindicações econômicas e sociais.
Bancos públicos
Já os empregados da Caixa e do BNB em diversos estados votaram pela manutenção da paralisação. Desta forma, as agências dos dois bancos seguem fechadas.
De acordo com Emanuel de Souza, integrante do Comando dos Bancários e presidente da Feeb as instituições privadas deixaram a desejar. “As propostas complementares do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste são insuficientes. Nesses bancos, as pautas específicas como a isonomia, melhorias nas condições de trabalho e segurança e mecanismos de combate ao assédio não foram discutidas”, ressalta Emanuel de Souza que destaca o avanço em relação aos dias parados.
“Diante da dura resistência do Comando, em especial dos sindicalistas da CTB, os bancos recuaram da proposição inicial de compensar todos os dias de greve em 180 dias. Ficou acordado a compensação de no máximo uma hora extra diária, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro. Isso foi uma evolução em relação à proposta do ano passado, de compensação de duas horas diárias. Compensaremos apenas 41 horas”, afirmou o dirigente cetebista.
Na avaliação do sindicalista, a paralisação de 2013 foi, sem dúvida alguma, uma das mais fortes dos últimos anos. No Estado, a cada dia, aumentava a adesão.
Nesta segunda-feira (14), bancários da Caixa, Banrisul e o BNB voltam a se reunir em assembleias para avaliar o movimento e definir os rumos a seguir.
Confira como ficou a quadro geral:
Rio de Janeiro - nova assembleia da Caixa na segunda
Bahia - continua greve na Caixa e BNB
Ceará - continua greve no BB, Caixa e BNB
Paraíba - continua greve no BNB
Sergipe - continua greve no BNB
Bahia - continua na Caixa e BNB
Mato Grosso - continua greve na Caixa
Alagoas - continua greve no BNB
Caxias do Sul - greve continua no Banrisul
Feira de Santana - continua BB, Caixa e BNB
Ilhéus - continua BB e BNB
Vitória da Conquista - continua BB, Caixa e BNB
Barreiras - continuam Caixa e BNB
Juazeiro - continuam Caixa e BNB
Camaçari - continuam BB e BNB
Passo Fundo - greve continua no Banrisul
Ijuí - greve continua no Banrisul
Alegrete - greve continua no Banrisul
Novo Hamburgo - greve continua no Banrisul
Horizontina - greve continua no Banrisul
Guaporé - greve continua no Banrisul
São Luiz Gonzaga - greve continua no Banrisul
Vacaria - greve continua no Banrisul
São Borja - greve continua no Banrisul
Santa Rosa - greve continua no Banrisul
Carazinho - greve continua no Banrisul
Livramento - greve continua no Banrisul
Bagé - continua Banrisul
Cachoeira do Sul - continua Banrisul
Camaquã - continua na Caixa
Frederico Westphalen - continua Banrisul
Concórdia - continua no BB e na Caixa
Chapecó - continua no BB e na Caixa
São Miguel do Oeste - continua BB e Caixa

Nos demais estados a greve foi encerrada nos bancos públicos e privados.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Bancários: Apesar dos lucros, bancos foram intransigentes, diz sindicato

GreveBancariosSET2013-2A greve dos bancários, deflagrada em todo o País na quinta-feira (19), fechou 6.145 agências e centros administrativos, segundo o sindicado, por melhores condições de trabalho e fim de demissões. A avaliação dos sindicatos é que mesmo com lucros altíssimos, bancos continuam fechando postos e piorando as condições de trabalho. Os bancários reivindicam 11,93% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.
Intransigência
"Os bancos empurraram os bancários para a greve com sua postura intransigente - e vão se surpreender. A forte paralisação, inclusive nos bancos privados, mostra a indignação da categoria com a recusa dos banqueiros em atender nossas reivindicações, propondo apenas 6,1% de reajuste, enquanto seus altos executivos chegam a receber até R$ 10 milhões por ano", afirma o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
"Condições financeiras os bancos têm de sobra para atender às reivindicações dos bancários, uma vez que somente os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre, alcançando a maior rentabilidade do sistema financeiro internacional, graças principalmente ao aumento da produtividade dos bancários. Não aceitamos a postura dos bancos, de negar aumento real para reduzir custos", acrescentou Cordeiro.
A greve nacional foi aprovada em assembleias por todo o País no dia 12. Além das reivindicações salariais e melhores condições de trabalho e segurança, os bancários pedem a contratação de pelo menos 20% de negros e negras pelos bancos.
Fonte: Site Caros Amigos