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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Reunindo pela 1ª vez continente todo, Cúpula das Américas terá temas incômodos aos EUA

Apesar de defender uma agenda positiva devido à participação inédita de Cuba, Obama terá que enfrentar descontentamento regional por sanções à Venezuela
A ausência histórica de Cuba das seis últimas reuniões de cúpula se deu pois o bloco reúne os países-membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) — da qual a ilha foi expulsa em 1962, com a anuência de todos os países, à exceção do México, após a revolução socialista. Em 2009, após 47 anos de exclusão, Cuba foi readmitida à OEA, mas tem rejeitado seu retorno desde então. Há três anos, na VI Cúpula das Américas, na Colômbia, os países latino-americanos concordaram em reivindicar em conjunto a presença de Havana no encontro seguinte — a discordância com os EUA fez com que a reunião de Cartagena em 2012 terminasse sem um documento final. A sinalização foi cumprida e o Panamá, que sedia o encontro diplomático de 2015, convidou Cuba a participar do evento.
Pela primeira vez desde a sua criação, em 1994, a Cúpula das Américas reunirá, entre esta sexta-feira (10/04) e sábado (11/04) no Panamá, todos os países do continente americano, marcando a inclusão do presidente cubano, Raúl Castro, entre os 35 chefes de Estado e de governo que integrarão a mesa de discussão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cher, Jada Pinkett Smith e outros artistas de Hollywood se unem à OIT contra a escravidão


GENEBRA (Notícias da OIT) – A ganhadora do Oscar e cantora Cher está na lista de reconhecidos artistas internacionais que se uniram à Organização Internacional do Trabalho (OIT) para lutar contra a escravidão moderna.
Os participantes incluem artistas de Hollywood, desportistas e defensores dos direitos humanos, entre eles: Mila Kunis, Oliver Stone, Kellan Lutz, Sérgio Mendes e Jada Pinkett Smith. Também participam Dan Kennedy, goleiro do Chivas EUA, e Somaly Man, defensora das vítimas de tráfico humano, além do compositor brasileiro Milton Nascimento.
“Estou orgulhosa de unir-me à OIT na luta contra a escravidão”, declarou Jada Pinkett Smith. “Quando pensamos na escravidão, pensamos no passado. Mas a realidade é que na atualidade, três de cada 1.000 pessoas no mundo estão em trabalho forçado, são vítimas de tráfico ou trabalham em condições similares à escravidão”, assinalou. “Isto não é bom e tem que terminar”.
De acordo com números da OIT, quase 21 milhões de mulheres, homens e crianças no mundo são vítimas de trabalho forçado. Isto significa que estão presos em empregos que lhes foram impostos por meio da coação ou de engano, e que não podem abandonar. Cerca de 26 por cento dos escravos hoje em dia são menores de 18 anos.
“Para todos nós, ter um trabalho decente com um trabalho justo, no qual estejamos minimamente protegidos quando precisamos e que se respeitem os direitos laborais fundamentais, são aspirações básicas”, disse o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder.
“Lamentavelmente, muitas mulheres e homens, meninas e meninos, continuam presos no pesadelo da escravidão e do trabalho forçado. Por isso, a OIT se sente realmente animada ao ver tantos artistas de renome unindo-se a esta luta. Juntos, podemos fazer uma grande diferença e dar esperança a todos aqueles que aspiram trabalhar em liberdade, igualdade, segurança e dignidade”.
A OIT é a agência das Nações Unidas especializada no mundo do trabalho. Foi fundada em 1919, como parte do Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de refletir a convicção de que uma paz universal e duradoura somente pode ser alcançada se for baseada na justiça social. A OIT foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 1969.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Porta da OIT