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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Youtuber aos 93 anos, Nelson Sargento brinca sobre seu celular velho: ‘Só liga e recebe chamada’

Há um povoado de frases avulsas no cérebro de Nelson Sargento. Diariamente, dezenas de máximas pessoais brotam sob os parcos fios da careca negra. Os pensamentos sempre cortam o silêncio. “Se a vaidade soubesse quantos adeptos tem, talvez ela fosse vaidosa também”, divaga o sambista de 93 anos, com orgulho das tiradas instantâneas. Mesmo aquilo que ainda gera dúvida serve de inspiração para as reflexões.
Há um povoado de frases avulsas no cérebro de Nelson Sargento. Diariamente, dezenas de máximas pessoais brotam sob os parcos fios da careca negra. Os pensamentos sempre cortam o silêncio. “Se a vaidade soubesse quantos adeptos tem, talvez ela fosse vaidosa também”, divaga o sambista de 93 anos, com orgulho das tiradas instantâneas. Mesmo aquilo que ainda gera dúvida serve de inspiração para as reflexões.
A internet é a nova janela das fofoqueiras da cidade — sentencia ele, um zero à esquerda quando o assunto é rede social.

Nelson Sargento testa smartphone Foto: EXTRA / Gustavo Cunha

Facebook? Twitter? Instagram? WhatsApp? Nada disso faz muito sentido para o baluarte mangueirense, dono de um dinossáurico celular flip. “Meu telefone sem-vergonha só liga e recebe chamada. Às vezes, nem isso faz, porque enguiça. Quero um aparelho inteligente agora!”, protesta, bem-humorado.

“Só a natureza pode responder sobre a minha vitalidade”, diz Nelson Sargento Foto: Leo Martins / Agência O Globo

A tecnologia se faz necessária — e já foi prometida por uma fã. Há duas semanas, o carioca de riso fácil criou um canal no YouTube, onde publica vídeos em que entrevista colegas e dá detalhes curiosos sobre sua trajetória. O trabalho produzido em família, dentro de casa, é encarado com a animação de quem descobre um mundo de novidades.
— É um fato sensacional me ver no YouTube com quase 94 anos. Muita gente se surpreende. Acho bom mostrar coisas que os mais jovens não viram. Tenho muito a falar. Desculpe, não é vaidade. É verdade — ressalta, concluindo que deve gesticular mais à frente das câmeras, após assistir ao youtuber Whindersson Nunes.

Nelson Sargento, em desfile da Mangueira de 2018 Foto: Mauro Pimentel / AFP

As inovações não param. Passado o desfile de carnaval na Sapucaí, o presidente de honra da Mangueira cumprirá uma agenda robusta (veja abaixo). A palavra “descanso” não é motivo para rimas criativas. Ainda.
— Nada mais prejudica quem trabalha do que a presença daqueles que nada fazem. Legal essa frase, né? — diverte-se: — Enquanto os meninos que moram dentro da minha cabeça estiverem na ativa, continuarei fazendo algumas coisas. Honestamente, só a natureza pode responder sobre minha vitalidade. Mas estarei sempre bem! Tenho habeas corpus com São Pedro até o ano 3000. Quando o cara abre o caderno lá no céu, ele diz: “Esse daí não é para vir, não!”.

Criolo e Nelson Sargento, em show na Fundição Progresso, no Rio Foto: Luiz Franco / Divulgação

Novidades à vista: CD para crianças e turnê com Criolo

Há uma porção de letras e melodias inéditas no caderno que Nelson Sargento guarda na gaveta. Avô de 29 netos — “e bisnetos a perder de vista”, diz —, o bamba sonha produzir um disco com canções voltadas para crianças.
— Nesse tempo cruel, os mais novos são quem mais sofrem. Quero fazer música que possa servir de conselho e apoio aos pequenos — revela ele, que tem como principal parceiro musical Agenor de Oliveira (não confunda com o Cartola).
Além da incursão no mundo virtual — em março, ele passará a fazer vídeos-selfies em seu canal na web —, Sargento mantém os dedos ocupados com pincéis: artista plástico, o carioca tem pintado quadros e instrumentos sob encomenda.
— Quero me aposentar financeiramente. Inteligentemente, não — pondera.


Fonte: Geledes

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