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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Chefes da Fiat tentam impedir direito de organização dos trabalhadores e agridem dirigentes do Sindicato

Dois diretores do Sindicato foram agredidos por líderes da Fiat Automóveis, na portaria 5 da montadora, em Betim, na última quinta-feira (13), quando tentavam informar os trabalhadores sobre o andamento das negociações da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de 2013, nas quais, até o momento, a Fiat não apresentou nenhuma proposta aos metalúrgicos.
Os alvos das agressões foram os diretores Alex Santos e José Nunes, que trabalham na empresa. Inicialmente, alguns RHs e cerca de 15 líderes desferiram palavrões contra os dirigentes sindicais. Como ambos não se deixaram intimidar, Alex Santos (foto) acabou sendo agredido com socos nas costas por um dos chefes.
“A agressão não foi maior porque alguns colegas seguraram o líder. Mesmo assim, ele ainda tentou se desvencilhar para me agredir e me ameaçou, dizendo que estaria me esperando naquele local novamente para ‘quebrar minha cara’ ”, contou Alex.
Mesmo com toda a repressão e agressão dos líderes, Alex Santos recebeu uma advertência do RH da Fiat, que alegou que ele havia dito palavras que desabonaram o agressor.
Na sexta-feira (14), os diretores do Sindicato voltaram a ser atacados por chefes da Fiat, na tentativa de impedir que os dirigentes sindicais tivessem contato com os metalúrgicos da fábrica.
Diante da gravidade da situação, o Sindicato, por meio do seu Departamento Jurídico, estuda as medidas cabíveis a serem tomadas para resguardar a segurança dos dirigentes sindicais e o direito de organização dos trabalhadores.
“O Sindicato, como legítimo representante dos metalúrgicos, não vai se deixar intimidar por chefes despreparados, que tentam calar a todo custo os diretores do Sindicato e impedir os trabalhadores de terem acesso às informações de seu interesse. Exigimos respeito aos dirigentes do Sindicato e aos trabalhadores em seu local de trabalho e mais democracia na fábrica”, disse o diretor do Sindicato, Alex Santos.
Fonte texto: Blog da CTB MG

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mais um metalúrgico é vítima de grave acidente de trabalho na Teksid do Brasil em Betim


Mais um grave acidente de trabalho foi registrado na metalúrgica Teksid do Brasil, empresa do Grupo Fiat, situada em Betim. Desta vez, a vítima foi o metalúrgico Pedro Tavares Neto, que trabalhava no setor de Fornos, na manhã da última quinta-feira, 24. O trabalhador foi socorrido no Hospital Santa Rita e, posteriormente, encaminhado ao Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.
Segundo informações obtidas pelo Sindicato, o metalúrgico passou por cirurgia e encontra-se no CTI. Até o momento, seu estado de saúde não foi informado.


Tão logo tomou conhecimento do acidente, a direção do Sindicato entrou em contato com a Teksid e solicitou uma reunião em caráter de urgência para tratar do assunto. Na reunião, realizada na manhã de desta sexta-feira, 25, o Sindicato cobrou explicações sobre o acidente e pediu uma reunião com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e os técnicos de segurança do trabalho da empresa para discutir as questões referentes à segurança do trabalhador da fábrica.
Em 2012, foram registrados vários acidentes graves na planta da Teksid, que resultaram em três mortes. Em todos os casos, o Sindicato cobrou da empresa mudanças e melhorias nas condições de trabalho e segurança na fábrica, para evitar novos casos de acidentes. O Sindicato também denunciou os casos e pediu providências às autoridades competentes.
417 acidentes em 4 anos
A lista de acidentes de trabalho ocorridos na planta da Teksid nos últimos anos é extensa. Conforme levantamento realizado pelo Sindicato, entre 2008 e 2012 ocorreram 417 acidentes na Teksid e na Nemak – empresas que funcionam no mesmo local. O número é baseado nos Comunicados de Acidentes de Trabalho (CATs) que foram enviadas à entidade.
Para o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida, as empresas investem muito em tecnologia, produtividade e qualidade de seus produtos, mas não se atentam para o principal, que é a vida humana.
“A Teksid e a Nemak, particularmente, não podem continuar a tratar com descaso as condições de segurança e a vida dos trabalhadores, tampouco seguir com sua política de comprar mandatos de cipeiros e impedir o trabalho eficaz de prevenção de acidentes”, alerta.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog CTB/MG

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Fiat assinam acordo inédito de “desterceirização”


 
O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e a Fiat Automóveis assinarão um acordo inédito na indústria nacional que fará com que 2.600 trabalhadores que realizam atividades de logística interna na planta instalada no município como empregados de duas empresas especializadas (Ceva Logistics e Syncreon) passem a ser diretamente contratados da montadora. A assinatura do acordo está marcada para as 9h30 desta sexta-feira, 9, na antiga sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Pelo acordo, que foi aprovado pelos trabalhadores em assembleia realizada no último domingo, todos os contratados destas duas empresas serão convidados a se transferir para a Fiat e os que assim o desejarem terão o emprego assegurado.
A transferência será completada em 1º de junho deste ano, quando a Fiat passará a contar com 18.400 trabalhadores - 27% a mais em relação ao quadro funcional registrado há seis meses.
“A conclusão desta negociação representa uma vitória não apenas para os trabalhadores destas duas empresas, que há anos reivindicavam a representação do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, mas para toda a categoria metalúrgica da região”, afirma João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.
Ele destaca que, com o acordo, além da perspectiva de ganho salarial, estes trabalhadores também passarão a ter direito à Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) negociada com a montadora e a outros benefícios. “Trata-se, portanto, de um ganho importante não apenas para estes trabalhadores e suas famílias como para a própria economia local”, acrescenta Almeida.
As atividades de logística haviam sido terceirizadas em 1997. Na época, 370 trabalhadores foram absorvidos pela empresa holandesa TNT Logistics, que assumiu o serviço.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal CTB MG