Anúncio foi dado por porta-voz da família nesta segunda-feira (02/04); ícone da defesa por igualdade racial foi casada com Nelson Mandela de 1958 a 1992
Winnie Madikizela-Mandela, ativista antiapartheid e ex-esposa de Nelson Mandela, morreu nesta segunda-feira (02/04) aos 81 anos.
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segunda-feira, 2 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Mario Magalhães não esquece: “enforquem Nelson Mandela”
Perdão pelo azedume, em meio aos festejos pelo grupo café-com-leite do Brasil na Copa, a preocupação com o possível oponente duro nas oitavas-de-final e o lamento por Nelson Mandela.
Não deveria, mas ainda me assombro com tanta hipocrisia, como agora, com a morte do velho líder negro sul-africano. Muitas das bocas que hoje tecem loas à memória do velho combatente são herdeiras históricas daquelas que, com a CIA e numerosos governos alegadamente democráticos, no passado nem tão distante, avacalhavam Mandela como subversivo e terrorista.
Margaret Thatcher e seus discípulos ainda são celebrados como a luz que livrou o Reino Unido das trevas. Se dependesse de alguns thatcheristas, Mandela não teria nem saído vivo da cadeia. É o que lembrei meses atrás, no comecinho do blog.
Em homenagem a Nelson Mandela, reproduzo abaixo o post, documentado com o cartaz acima. Nem todas as lágrimas na despedida são sinceras.
*
“Enforquem Nelson Mandela e todos os terroristas do Congresso Nacional Africano [ANC, nas iniciais em inglês]. Eles são açougueiros.”
O cartaz acima foi distribuído no Reino Unido no início da década de 1980, quando o líder negro sul-africano ainda amargava a prisão iniciada em 1962. A imprensa o atribuiu à Federação dos Estudantes Conservadores, vinculada ao Partido Conservador e sobretudo à primeira-ministra da época, Margaret Thatcher (1925-2013).
A senhora Thatcher também chamou Mandela de terrorista. O CNA era a organização política anti-apartheid à qual Mandela pertencia.
Mandela não foi enforcado e conquistou a liberdade em 1990. De 1994 a 99, presidiu a África do Sul, consagrando o fim do regime de segregação racial, a despeito da enorme desigualdade social que ainda persiste. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
No momento em que Mandela, velhinho, está internado em estado grave aos 94 anos, não custa lembrar que, se dependesse de alguns estudantes britânicos ditos civilizados, ele estaria morto há muito tempo.
Fonte: O Escrevinhador
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Mandela deixa o hospital após quase 3 meses internado
O ex-presidente receberá cuidados em casa, mas seu quadro ainda é crítico
O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, de 95 anos, deixou neste domingo (01/09) o hospital de Pretória, onde estava internado desde o dia 8 de junho por conta de uma infecção pulmonar, segundo comunicado oficial da Presidência da África do Sul.
"O estado de Mandela continua sendo crítico e, às vezes, é instável. No entanto, sua equipe médica está convencida de que receberá o mesmo nível de terapia intensiva em sua casa de Houghton [em Johanesburgo]", indicou o texto. De acordo com o documento, a casa de Mandela "foi modificada para que ele possa receber ali mesmo a terapia intensiva". No entanto, a presidência sul-africana também assegurou que "se for necessária outra hospitalização no futuro, ela vai acontecer".
"Gostaríamos de desejar o melhor a Mandela enquanto ele continua se recuperando em sua casa de Johanesburgo", completou a nota.
Neste sábado (31) vários meios da imprensa internacional divulgaram informações sobre a saída de Mandela do hospital, as quais eram negadas pela Presidência da África do Sul.
Essa foi a quarta internação hospitalar de Mandela desde dezembro do ano passado. Há mais de dois meses no hospital, seu estado havia piorado no último duia 23 de agosto.
Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, após vencer as primeiras eleições democráticas do país, realizadas em abril de 1994.
Fonte: Opera Mundi
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